O porta-aviões USS George Washington, dos Estados Unidos, chegou ao Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln. A troca ocorre em meio a preocupações com a equipe do Lincoln, que desempenhou missões intensas por mais de oito meses sem pausas significativas. A medida tenta responder a críticas internas e familiares de marinheiros, que alertaram para dificuldades de abastecimento e questões de saúde mental a bordo.

Situação no USS Abraham Lincoln

O USS Abraham Lincoln foi enviado inicialmente ao Mar da China Meridional, partindo de San Diego em novembro de 2025. Entretanto, o navio foi redirecionado para o Oriente Médio após o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A tripulação, composta por cerca de 5 mil marinheiros, enfrentou grande demanda de trabalho para manter as operações aéreas e o bloqueio a portos do Irã.

Críticas e desafios de abastecimento

Durante a missão, senadores americanos e familiares expressaram preocupação sobre o tempo excessivo de mar aberto e as más condições de trabalho, como escassez de alimentos e relatos de problemas psicológicos graves. As dificuldades foram agravadas pela destruição da base naval dos EUA no Bahrein por ataques iranianos, episódio que comprometeu o apoio logístico fundamental para os navios americanos.

Com a base danificada, a Marinha dos EUA transferiu parte das operações para Diego Garcia, uma ilha britânica a mais de 3 mil quilômetros, dificultando ainda mais o abastecimento dos porta-aviões. Inicialmente, o Reino Unido relutou em autorizar o uso da ilha para operações contra o Irã, mas mudou de posição, permitindo o apoio logístico sob condições restritas.

Repercussão política e mudanças de comando

A permanência prolongada do USS Abraham Lincoln motivou senadores democratas a questionar a administração e exigir melhorias para a tripulação. Apesar de o então presidente Donald Trump e o secretário de Defesa tentarem minimizar as preocupações, o desgaste ficou evidente. Assim, a chegada do USS George Washington ao Oriente Médio busca não apenas reforçar as operações militares, mas também conceder algum alívio e renovação à equipe dos porta-aviões americanos.

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