O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contundentes nesta segunda-feira (17) ao desmentir informações sobre a suposta escassez de suprimentos e a baixa moral a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln. Durante uma coletiva no Salão Oval, Trump classificou as reportagens da CNN sobre o assunto como "fake news" e garantiu que não há falta de alimentos ou itens básicos a bordo.

Os relatos de marinheiros e suas famílias, que afirmaram à CNN que os membros da tripulação enfrentam dificuldades como falta de alimentos, itens de higiene e problemas no sistema de água, foram negados pelo presidente. "O Lincoln está lá fora há algum tempo, um bom tempo", enfatizou Trump, referindo-se à longa missão do porta-aviões, que já soma mais de 250 dias em atividade desde que deixou a base em San Diego no mês de novembro do ano passado.

Longa missão e suas consequências

O USS Abraham Lincoln foi redirecionado para o Oriente Médio para apoiar operações militares dos EUA em meio a tensões com o Irã. Essa missão prolongada levanta questões sobre a saúde mental da tripulação, que não atraca em portos há meses, acumulando recordes de permanência no mar. O senador democrata Richard Blumenthal afirmou que a embarcação transporta cerca de 5 mil marinheiros e fuzileiros navais e já passou mais de 200 dias sem contato com terra, o que pode agravar problemas de saúde mental entre os tripulantes.

Apesar das preocupações expressas por familiares e parlamentares, o Pentágono refutou a ideia de uma crise crescente na tripulação do Lincoln. Uma autoridade militar afirmou que não houve aumento nas tentativas de suicídio ou problemas de saúde mental, ressaltando que o navio possui profissionais de saúde à disposição dos marinheiros.

Reações oficiais

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, também contestou as alegações de deterioração das condições a bordo, afirmando que as informações foram "totalmente distorcidas". Ele garantiu que todos os recursos necessários estão disponíveis para a tripulação durante a missão. Trump, ao ser questionado sobre a saúde mental dos marinheiros, negou que houvesse preocupações a esse respeito, afirmando que as famílias não estão alarmadas.

Em meio a esses desenvolvimentos, o Pentágono anunciou a substituição do grupo de ataque do Lincoln pelo grupo do USS George Washington, embora a troca já estivesse programada previamente. Essa mudança ocorre em um contexto de crescente pressão sobre as condições de vida a bordo e a saúde da tripulação.

As declarações do presidente e do Pentágono refletem uma tentativa de minimizar as preocupações sobre o bem-estar da tripulação do USS Abraham Lincoln, enquanto os relatos de marinheiros e suas famílias continuam a evidenciar a tensão e os desafios enfrentados durante essa prolongada missão no mar.

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